Lesão por esforço repetitivo: uma doença que você precisa conhecer

Segundo dados do Ministério da Saúde (MS), a lesão por esforço repetitivo, popularmente conhecida como LER, é um dos principais problemas ocupacionais no Brasil. Além disso, a LER tem ganhado uma dimensão epidêmica em diversas categorias profissionais do país e do mundo.

Essas lesões têm um grande impacto para o trabalhador, sendo que o seu manejo pode ser bem complicado tanto para os profissionais da saúde quanto para as empresas e as instituições previdenciárias. Por esse motivo, é mais do que fundamental implementar medidas de prevenção para esses distúrbios.

Assim, se você estiver buscando por informações que ajudem a proteger os seus funcionários contra esse problema de saúde, não pode deixar de conferir o nosso artigo de hoje. Boa leitura!

O que é a LER?

LER compreende uma síndrome de distúrbios que afetam o sistema musculoesquelético, como os tendões, os músculos, os nervos e as articulações, que pode se manifestar em diversas regiões do corpo, especialmente no pescoço e nos membros superiores. Como se trata de um grupo de lesões, a lesão por esforço repetitivo pode se manifestar na forma de diferentes situações clínicas e com intensidades distintas.

Os distúrbios mais comuns desse grupo são as bursites, as tendinites, as lombalgias e as mialgias, que se manifestam principalmente na área cervical, na cintura escapular, nos músculos e nas articulações do braço e do punho. Geralmente, essa síndrome se desenvolve de maneira silenciosa, sendo percebida apenas quando há um comprometimento considerável da região afetada.

Quais são as causas da LER?

Como o próprio nome já diz, as causas mais comuns da LER são os movimentos repetitivos e contínuos, principalmente quando realizados em posturas ergométricas inadequadas. Esses movimentos frequentes e incorretos sobrecarregam o sistema musculoesquelético, provocando lesões, inflamações e dores.

Entre as atividades contínuas que podem causar a LER, estão a digitação, a má postura devido à utilização diária de mobiliários e cadeiras não ergométricas, dirigir todos os dias durante várias horas, trabalhos que exigem força excessiva com as mãos ou o carregamento diário de peso e ritmo muito intenso de trabalho.

Quais fatores podem contribuir para a incidência de LER?

Alguns fatores existentes no trabalho podem contribuir para a incidência de LER. São eles:

Fatores biodinâmicos

Esses fatores — como já vimos — incluem a repetitividade de movimentos, o esforço físico excessivo, a má postura durante a realização de tarefas e sua invariabilidade.

Também estão incluídos entre os fatores biodinâmicos a pressão mecânica sobre determinadas partes do corpo, choques, frio, calor ou vibração que podem acontecer na realização de alguns tipos de atividades.

Fatores psicossociais

Os fatores psicossociais estão relacionados com as interações do trabalhador com sua chefia, com a coletividade e com os grupos no ambiente laboral.

Características individuais do funcionário também podem contribuir para a incidência de LER, como seu histórico de vida e traços de sua personalidade.

Fatores da psicodinâmica do trabalho

Esses fatores estão ligados à maneira como o funcionário organiza sua rotina de atividades. Isso está diretamente relacionado ao papel que o trabalho tem em sua vida, a como ele se percebe dentro da empresa e à liberdade que tem para desempenhar suas tarefas.

Ambientes em que há muita pressão por parte da chefia são férteis para a incidência de LER. Confira alguns erros ainda comuns:

  • exigência de ritmo intenso;

  • realização de tarefas de conteúdo pobre;

  • implementação de mecanismos de controle, avaliação e punição de trabalhadores;

  • falta de estratégias de redução do custo humano no trabalho;

  • inexistência de uma política de recursos humanos que olhe para a diversidade das pessoas.

Quais os sintomas da LER?

A LER se manifesta na forma de diferentes problemas musculoesqueléticos. Assim, o tipo e a intensidade dos sintomas aparecem de formas distintas entre as pessoas. No entanto, alguns sintomas são mais comuns, sendo que o primeiro deles é a dor, que pode ser seguida de dormência, falta de força para segurar objetos e dificuldades de movimentação.

Em estágios mais avançados dessa síndrome, as inflamações podem gerar degenerações e deformidades, como os cistos e os edemas.

Como é feito o diagnóstico da LER?

O diagnóstico é realizado por meio de exames clínicos, mas nem sempre é fácil, principalmente em casos subagudos e crônicos.

A dor não deve ser analisada apenas sob o ponto de vista fisiológico. Trata-se de uma experiência sensorial sofrida e extremamente complexa no âmbito emocional.

Muitas vezes, apesar da dor, não são encontradas lesões físicas ou danos. Por isso, a recomendação é que, para além da integridade física e emocional do trabalhador, seja considerada sua integridade produtiva e a repercussão da dor em sua capacidade laborativa.

Como é feito o tratamento da LER?

Para o tratamento dessa síndrome, é necessária uma abordagem multiprofissional, integrando médicos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, por exemplo. Além disso, o tratamento envolve tanto a utilização de medicamentos como as terapias não farmacológicas.

Outra característica do tratamento é que ele depende da manifestação clínica, do tipo e da intensidade dos sintomas. Entre as opções utilizadas na terapia, estão os anti-inflamatórios e as atividades fisioterápicas.

Como evitar a instalação dessa síndrome?

A melhor forma de combater lesão por esforço repetitivo é a construção de ambientes de trabalho saudáveis. A LER jamais poderá ser entendida, tanto por empregadores quanto por funcionários, como uma consequência natural do processo laboral.

A adoção de algumas medidas por parte da empresa é fundamental nesse sentido, tais como:

  • estabelecer condições de trabalho baseadas na Análise Ergonômica de Trabalho — AET — para cada função e de acordo com o biotipo de cada funcionário;

  • implementar medidas de proteção coletiva e individual;

  • apoiar estratégias de defesa individual ou coletiva de trabalhadores, como as CIPAs — Comissão Interna de Prevenção de Acidentes.

Também é importante que o trabalhador esteja atento a hábitos nocivos à sua rotina. Medidas simples, quando implementadas no dia a dia de trabalho, podem evitar a instalação dessa síndrome. Veja, a seguir, alguns exemplos:

  • fazer pequenas pausas durante a execução de atividades repetitivas;

  • evitar horas extras;

  • fazer exercícios de alongamento durante o intervalo entre as atividades;

  • praticar exercícios físicos regularmente;

  • manter a postura adequada durante a realização das tarefas;

  • utilizar mobiliários e cadeiras ergométricas;

  • manter o computador em posição e distância adequadas em relação ao corpo;

  • beber quantidades adequadas de água durante o trabalho;

  • ter uma alimentação saudável;

  • ter um sono adequado;

  • não fumar e evitar a ingestão de bebidas alcoólicas;

  • reduzir a tensão no ambiente de trabalho.

Essas são informações importantes que podem ajudar na prevenção da lesão por esforço repetitivo entre os funcionários da sua empresa.

E aí, gostou do artigo? Então, compartilhe essas dicas em suas redes sociais e colabore para que cada vez menos trabalhadores sofram com essa doença!

 

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